O que aprendemos sobre onboarding na primeira Work & Learn de 2021?

Em janeiro tivemos a primeira edição da Work & Learn de 2021, um ano que vem cheio de expectativas e esperança para todos nós. Pelo início do ano novo, o tema do nosso evento não poderia ser outro senão Onboarding, já que é época de olharmos para dentro da empresa e entendermos o momento em […]

Escrito por Bruna Corrado | 04.02.2021

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Em janeiro tivemos a primeira edição da Work & Learn de 2021, um ano que vem cheio de expectativas e esperança para todos nós. Pelo início do ano novo, o tema do nosso evento não poderia ser outro senão Onboarding, já que é época de olharmos para dentro da empresa e entendermos o momento em que estamos vivendo, o contexto, as necessidades e o objetivo da liderança.

 

O que aprendemos sobre Onboarding com Vânia Bueno?

“Nosso mundo é do tamanho da nossa linguagem”, inicia Vânia. Atualmente, todo mundo é produtor, editor e distribuidor de conteúdo. Considerando isso, todos geram grande impacto na comunicação. Mas, será que estamos preparados para tudo isso? Sabemos usar a poderosa ferramenta da comunicação de forma produtiva? Sabemos o quanto a comunicação impacta nas ações e nos resultados?

Recebemos o tempo todo uma avalanche de comunicação e, segundo Vânia, o grande problema está nessa avalanche de conteúdo.

O que significa onboarding?

No sentido literal da palavra, onboarding significa embarcar. Podemos embarcar em navios, aviões, trens e, também, na rede.

Nas empresas, o termo é utilizado como “boas-vindas”, quando um novo funcionário entra na companhia. Porém, de acordo com Vânia, também pode significar engajamento.

Engajamento é um termo recém-chegado nas empresas, que também tomou enorme proporção. Antigamente, quando a internet ainda não tinha força total na empresa, os funcionários se informavam nos corredores, a famosa “rádio-peão”. Com o aumento da força online, essa “rádio-peão” se transformou em uma rede. Então, o que antes era o poder absoluto de “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, se transformou na necessidade de engajar e encantar, deixando as pessoas motivadas para continuar trabalhando.

Precisamos nos libertar do conceito de que comunicação é apenas o que escrevemos, o banner, a newsletter, etc. Comunicação, é sinonimo de comportamento. Tudo que falamos, nossos gestos, tudo que mostramos, comunica.

Comunicação é um dever de todos

Também é necessário pararmos de achar que apenas a área de comunicação deve se preocupar com a mesma. Quando passamos por um processo de onboarding, em que é vendido o encantamento pela empresa, chegamos na área e encontramos pessoas agressivas, que não ouvem, não estão dispostos a colaborar. Desta forma, o processo de onboarding dura menos tempo, afinal, o engajamento do funcionário pode cair.

O engajamento é um fluxo e a intervenção cultural – como palestras, workshops e festas – não é capaz de sustentar sozinha. Se o comportamento não muda, o funcionário se frustra. Então é necessário mexer em todas as vertentes e separar o que é entretimento e o que é engajamento.

Para engajar precisamos de uma comunicação mais coerente e consciente. Por isso, não podemos deixar apenas nas mãos do RH a responsabilidade e, sim, transformar toda a cultura da empresa para um ambiente mais inclusivo e acolhedor.

 

O que aprendemos com Maria Augusta Orofino?

Muitas vezes chegamos a lugares e não sabemos o que fazer ou com quem falar. O onboarding é extremamente necessário para que o colaborador saiba com quem contar nesse início de trabalho. É necessário se colocar no lugar da pessoa e pensar no que ela precisaria para iniciar na empresa.

Em 2020 aprendemos muito sobre como se adaptar de forma remota e resolver os dilemas que são apresentados no dia a dia. Quando estamos presencialmente conseguimos nos comunicar facilmente e as coisas são resolvidas. Já no online, dependemos de diversas coisas, como uma boa conexão, máquinas funcionando perfeitamente etc. É preciso entender que o processo de onboarding se inicia bem antes e se estende durante semanas ou meses.

Maria Augusta relata que já se deparou com situações em que o funcionário iniciava o emprego sem ao menos ter um computador para trabalhar, pois o sistema interno da empresa exigia 30 dias para liberar materiais para que o colaborador pudesse realizar seu trabalho. Tudo isso gera insegurança e pode ser evitado com um bom planejamento.

Integrando o colaborador

É preciso realizar uma reunião com a equipe antes do novo colaborador ser integrado, explicando o que deve ser feito para receber a nova pessoa em casa. É preciso fazer o planejamento, tirar todos os elementos surpresa e conectar adequadamente o novo funcionário.

Preparar um bom e-mail, se colocando no lugar do novo colaborador para entender quais são as dificuldades para se situar no lugar que ele está e elaborar uma checklist com todos que ele pode recorrer, como integrar plataformas, como agendar reuniões etc. São aspectos que são comuns no dia a dia, mas aqueles que estão entrando podem ter outra visão.

Quanto mais tirarmos o elemento surpresa da integração do novo colaborador, melhor é a ambientação dele. O início gera uma expectativa e encontrar empecilhos no caminho pode gerar frustração.

Empatia no trabalho

O conceito de empatia também é necessário, considerando que o trabalho está ficando cada vez necessariamente mais humano. Por isso, gerar empatia com essa pessoa e incentivá-la a tomar as decisões necessárias é imprescindível.

Também é necessário mudar a concepção sobre home office. Estamos naturalizando o overtiming, mandando e-mail de trabalho durante a noite e finais de semana, precisamos entender os limites. Temos outros ambientes e precisamos valorizá-los.

Precisamos estimular o protagonismo do funcionário e fazer com que ele se sinta engajado para tomar conta de suas tarefas. Quanto mais estimularmos isso, maiores serão os resultados que essa pessoa trará para nossa empresa.

 

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