O novo normal no mercado de trabalho

Uma das principais questões em relação às mudanças que o mundo sofreu com a crise do novo coronavírus é como vai ficar o mercado de trabalho enquanto e depois que essa pandemia passar? Essa pergunta tem muitas respostas possíveis. Ao mesmo tempo que alguns cargos, empresas e indústrias deixarão de existir, outras surgirão e crescerão […]

Escrito por Laís Alves | 02.06.2020

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Uma das principais questões em relação às mudanças que o mundo sofreu com a crise do novo coronavírus é como vai ficar o mercado de trabalho enquanto e depois que essa pandemia passar? Essa pergunta tem muitas respostas possíveis. Ao mesmo tempo que alguns cargos, empresas e indústrias deixarão de existir, outras surgirão e crescerão em meio a um momento de grande transformação. E assim nasce um novo normal.
As grandes revoluções industriais são marcadas pelo surgimento e pelo crescimento acelerado de novas tecnologias. O cenário das revoluções industriais também é o de austeridade. A presença de maquinário e capital nos grandes centros urbanos fez com que a população rural migrasse para as cidades. Mas no caso da revolução que estamos vivendo, uma pandemia fez com que transpuséssemos a barreira física e migrássemos em massa para o trabalho digital. Isso não significa que não existam mais trabalhos presenciais; mas significa que fomos obrigados a acelerar processos de digitalização do que já poderia ser digital.

Digital é o novo normal

A ideia de que trabalhar significa estar dentro do escritório de uma empresa foi a primeira a cair. Se antes apenas startups e empresas de tecnologia se preocupavam em ter uma política bem definida de trabalho remoto – muitas vezes por questões de orçamento ou de concentração necessária a algumas áreas – desde de março as empresas brasileiras precisaram repensar suas instalações e formatos de trabalho. Mesmo àquelas cujo core business é físico – como lojas e restaurantes – precisaram descobrir formas de manter seus negócios funcionando.
Com isso, equipes passaram a atuar em de maneira remota, com os funcionários trabalhando de casa. A segurança e integridade física dos trabalhadores agilizou a contratação de sistemas de rede em nuvem, a compra e uso de notebooks para facilitar a mobilidade e a utilização de tecnologias para desenvolvimento de projetos, reuniões e co-criações.
Essa digitalização do trabalho levanta a questão: voltaremos a atuar em escritórios físicos em algum momento? A resposta mais provável é que sejam adotadas escalas de home office opcionais para algumas áreas e que outras ganhem mais flexibilidade para decidir estar num escritório ou não. Mas uma coisa é certa: a digitalização do ambiente de trabalho é permanente.

Colaboração é o novo normal

Outra coisa que ficou evidente no mercado de trabalho desde que passamos a atuar de forma remota é que ninguém faz nada sozinho. E isso não significa falta de autonomia. Ao contrário. Significa que as decisões estão sendo tomadas com base em mais opiniões e que somos todos stakeholders dos projetos que queremos e precisamos tocar e que quanto mais pessoas e áreas diferentes envolvidas num projeto, menos chance de erros ou de cenários ruins não-previstos.
E como um bônus, esse cenário colaborativo mostra também a adaptabilidade das pessoas e das organizações. Não há mais espaço para comando e controle, assim como não há mais espaço para quem está acostumado a simplesmente cumprir ordens. Protagonismo e tomada de decisão são o novo normal nas equipes.

Flexibilidade é o novo normal

A forma como vivíamos antes da pandemia exigia que seguíssemos uma agenda minimamente organizada de acordo com os compromissos externos – ainda que muitas empresas já tivessem horários flexíveis de entrada e saída de funcionários, ainda havia uma faixa de horários a ser seguida. As escolas, academias e compromissos sociais também seguiam horários pré-estabelecidos, então tínhamos vidas agendadas.
Com o isolamento social imposto, tivemos de adaptar nossas casas para serem escritórios, escolas, restaurantes, academias e ambientes de lazer. E, embora as reuniões e projetos de trabalho se mantenham espalhados em horário comercial, nada nos impede de colocar a prática de exercício físico no meio do dia, a escola das crianças ou os cursos que queremos fazer no horário mais conveniente, assistir a um episódio de uma série no horário de almoço e aí por diante.

O normal é o novo normal

Embora os meios tenham mudado, se analisarmos bem, a grande mudança que o mercado de trabalho sofreu é a de ambiente. Houve uma série de dores e aprendizados na digitalização do trabalho, mas continuamos estabelecendo relações, criando, produzindo, vendendo, trocando e trabalhando da forma que fazíamos antes – mas com um boost das tecnologias.
E é importante entender que o que chamamos de novo normal é uma forma de dizer que estamos ainda respeitando o período de adaptações. Uma coisa é certa: neste normal somos mais abertos, empáticos e focados. E, mesmo que isso venha com as dores do aprendizado, vamos sair melhor dessa do que entramos.

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Junho é o mês do Novo Normal no UOL EdTech. Ao longo das próximas semanas vamos falar sobre as mudanças que o mundo passou em meio a crise do novo coronavírus. Também criamos uma coleção de cursos focados no desenvolvimento de capacidades que profissionais e equipes precisam ter para o que o futuro reserva. Confira a coleção.

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