O Conteúdo – dono e proprietário das estratégias de branding (ou Um olhar sobre o BBB)

Não é de hoje que o Big Brother Brasil é um dos produtos mais lucrativos da Rede Globo. O formato é razoavelmente barato de ser produzido e isso só cresceu desde o rebranding em 2020, que passou a reunir na casa anônimos e famosos, além de explorar ao máximo os recursos digitais, como a criação […]

Escrito por Fátima Bana | 29.04.2021

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Não é de hoje que o Big Brother Brasil é um dos produtos mais lucrativos da Rede Globo. O formato é razoavelmente barato de ser produzido e isso só cresceu desde o rebranding em 2020, que passou a reunir na casa anônimos e famosos, além de explorar ao máximo os recursos digitais, como a criação do #FeedBBB, onde os participantes, com o uso de um aparelho celular disponibilizado pela direção da casa, publicam stories, fotos e atualizam o queridômetro – métrica criada pela produção em que os confinados avaliam uns aos outros por meio de emojis. Desde 2020 o programa voltou a explodir em audiência, principalmente entre o público mais jovem, que prefere o conteúdo digital das plataformas de streaming, mas que voltou a acompanhar a programação da tv aberta com o forte uso da segunda tela.

Chamado de Big dos Bigs, por ser a edição mais longa que o programa já teve, o BBB21 bateu recordes de patrocínio antes mesmo da estreia do programa. Houve até fila de espera para marcas que gostariam de divulgar seus produtos e serviços na atração. Neste artigo, originalmente publicado no site E-Commerce Brasil, Fatima Bana, Diretora de Conteúdo Digital e Educação aqui do time do UOL EdTech, analisa as oportunidades criadas pelo Big Brother Brasil para o público B2B ao ofertar diferentes cotas de patrocínio, além de avaliar o posicionamento digital dos participantes e seus resultados.

Boa leitura!

Laís AlvesCommunity Manager do núcleo de Educação Corporativa do UOL EdTech.

O Conteúdo – dono e proprietário das estratégias de branding (Um olhar sobre o BBB)

Por muito tempo, usamos o conteúdo quando o foco estava ligado ao B2B e muito menos para pensar em marcas pessoais ou ligadas ao grande público. Nos últimos dois anos, as grandes estratégias de performance baseadas em Ads e algoritmos bateram no teto em quase todas as campanhas – impossível seguir um caminho assertivo em marketing pensando exclusivamente no tão viciante “mundo da performance” e iremos ver isso cada vez mais recuando.

Quando o Google anuncia, neste mês, outra atualização – a de que a empresa não utilizará mais os dados de cookies de terceiros para construção de públicos, que na prática nos diz que a captação de dados de usuários em sites (qualquer site na internet) não será mais utilizada na construção de perfis de comportamentos de consumo e de interesses, claro que com base nas novas regras da LGPD globais – o ele se prepara para lançar uma ferramenta a FLoC – que ainda nem entrou em testes, para tentar minimizar as perdas – fica muito claro para quem não pensou em força de marca que está muito errado.

É possível aprender com o BBB

Vejam o caso do conteúdo muito bem feito nas redes sociais, usando a TV + comportamento digital feito pelos participantes do reality show BBB.

Confesso que quando vi uma profissional de marketing dentro do reality, achei que ela nos daria essa “aula”, mas quem realmente está “batendo um bolão” na geração de demanda e engajamento é a Juliette. A advogada paraibana tem um time de quase 20 pessoas se revezando por 24 horas e já acumula mais de 12 milhões de seguidores e sem duvida já passou a rentabilizar com isso – publicidade e conteúdo estão cada vez mais presentes nas entregas e sem duvida a participante ganha com o conteúdo feito e dedicado para ela nas redes sociais – dando foco na sua participação.

Foi-se o tempo em que a família do participante cuidava disso – após a participação dos “famosos “no ano passado, quem “pegou a visão” já começou surfando a onda correta nesse ano – essa participante começou com menos de 3 mil seguidores, baseados em amigos e colegas no início de fevereiro.

Sem transpiração, não existe inspiração

Peço uma atenção ao lugar que coloco – o time está 24 horas ligado – isso é a base diferencial de quem quer trabalhar com conteúdos quentes, gerar engajamento e negócios. Sem transpiração, não existe inspiração. É necessário dedicação para engajar e vender fora do mundo da “máquina de vendas de performance”. Quem não aprendeu a fazer #brandperformance e pensar médio prazo de retorno (CAC e LTV) está sem duvida com os dias contados.

Deixo a minha sugestão: marca deve ser construída junto com a estratégia de vendas. Uma coisa jamais pode ser separada da outra, exceto se sua empresa pretende ser sócia-investidora dos mecanismos de busca.

Uma última ressalva: conteúdos bons e quentes não se fazem em estruturas inchadas (é importante saber contratar). Não adianta mil aprovações se o timming é perdido. Gente que só esquenta cadeira irá continuar prometendo uma técnica milagrosa que irá parecer boa e com o tempo você vai perceber que rasgou dinheiro sem qualquer tipo de brand de verdade.

Imagem: Reprodução GShow
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