Mundo Bani no ambiente profissional. O que isso pode trazer?

Ter um ambiente de trabalho agradável e saudável é essencial para evitar alguns problemas de saúde mais graves, como a ansiedade e a depressão. É preciso entender que as pessoas não lidam apenas com os desafios da vida profissional, mas também com muitas situações relacionadas à vida pessoal. As ações externas também causam impactos que […]

Escrito por Equipe Guia de Investimento | 26.02.2021

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Ter um ambiente de trabalho agradável e saudável é essencial para evitar alguns problemas de saúde mais graves, como a ansiedade e a depressão.

É preciso entender que as pessoas não lidam apenas com os desafios da vida profissional, mas também com muitas situações relacionadas à vida pessoal.

As ações externas também causam impactos que nem sempre são positivos. Exemplos disso são crises econômicas, políticas e de saúde pública, que podem provocar reações diferentes em cada um.

Com a crescente necessidade de trabalhar em casa, as empresas começaram a enfrentar muitos desafios para garantir a união das equipes, um clima organizacional adequado, manter o nível de produtividade, dentre outras questões.

Tudo isso também é um desafio para os profissionais, que se veem diante de mudanças que causam incertezas e muita preocupação.

Disso para o desenvolvimento de alguns problemas basta apenas um passo, então, o que as empresas precisam fazer? Como as organizações devem lidar com o BANI no ambiente profissional? Como evitar essa situação? Por que a gestão deve se atentar?

Se BANI é uma palavra nova para você ou ainda tem muitas dúvidas em relação a esse assunto, leia este artigo até o final.

Como lidar com o BANI no ambiente profissional?

Antes de falarmos sobre como as empresas precisam lidar com o BANI, vamos explicar o contexto deste termo. 

Ele se refere a quatro palavras em inglês, que são:

  • Brittle (Frágil);
  • Anxious (Ansioso);
  • Nonlinear (Não-linear);
  • Incomprehensible (Incompreensível).

Na verdade, BANI é uma evolução do que antes era conhecido como VUCA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo). Mas, a partir de 2020, o termo “BANI” passou a vigorar por conta das mudanças trazidas pela pandemia.

O mundo digital ganhou força em cima do mundo físico, apresentando-se como uma solução, então, VUCA se tornou algo obsoleto, que não representa mais o cenário ao qual estamos inseridos e as transformações que estão ocorrendo.

As organizações precisam lidar com essa realidade em todos os seus processos, tanto dentro das salas para treinamento quanto em outros locais, dentro e fora de suas dependências, uma vez que o formato home office ganhou força em 2020.

A volatilidade de antes, evoluiu a ponto de se transformar em fragilidade, portanto, toda a estrutura que conhecíamos se tornou frágil, seja dentro das empresas ou na própria construção da sociedade.

As incertezas também aumentaram muito e se transformaram em ansiedade, que trouxe a sensação de impotência. O que era complexo se tornou não linear, com situações que geram consequências desconectadas e desproporcionais.  

Por fim, toda a ambigüidade daquele mundo em que vivíamos se tornou incompreensível, visto que a sociedade está constantemente sem respostas.

O termo BANI foi inventado pelo antropólogo e futurologista estadunidense Jamais Cascio, em 2018, e foi publicado em 2020, para mostrar que a realidade em que vivemos hoje não compreende mais o termo VUCA.

Só que essas mudanças não estão relacionadas apenas à pandemia, mas também às mudanças naturais que ocorreram ao longo do tempo, com o surgimento da tecnologia.

As empresas estão recebendo uma nova geração para atuar em uma estação de trabalho individual, que está muito mais conectada, mais criativa e com perfil inovador.

Isso interferiu na maneira como organizações e profissionais se relacionam, daí a necessidade de se desapegar a padrões antigos, modelos de negócios e relações entre gestores e colaboradores.

Os líderes assumiram um papel de protagonista muito mais forte e se tornaram responsáveis pelos colaboradores. 

Para lidar com o BANI, passaram a dividir a função com o departamento de Recursos Humanos, para oferecer um ambiente de trabalho inovador.

Se antes o RH era o único responsável por criar a cultura organizacional e um clima mais harmonioso, agora este papel também é claramente do gestor.

Além de criar programas institucionais inteligentes, como a realização de check up geral anual nos colaboradores, também é essencial criar um ambiente saudável, que impulsione os resultados.

Portanto, é imprescindível estender os valores e a cultura da corporação para o dia a dia. O colaborador deve ser visto como um foco importante, principalmente, no que diz respeito à segurança.

É necessário respeitar os limites de cada um, para evitar o estresse e garantir a qualidade de vida de todos. 

Para que a empresa tenha mais êxito e drible o BANI, é necessário que os líderes estreitem a relação com os colaboradores.

Isso quer dizer diminuir a pressão por resultados, encontrando o ritmo mais adequado e metas realistas, para diminuir o desgaste psicológico que é extremamente nocivo à saúde dos profissionais.

Essas são algumas ações que ajudam as empresas a lidarem com o BANI. Elas também podem investir em terapia manual e em outras ferramentas que visam evitar esses problemas, e é sobre isso que veremos a seguir.

Como evitar o BANI?

As organizações modernas começaram a adotar algumas estratégias para evitar as consequências do BANI, como:

  • Horários flexíveis;
  • Programas de capacitação;
  • Casual Day;
  • Salas de jogo;
  • Massagem;
  • Alimentação saudável.

O objetivo é oferecer um ambiente leve para equilibrar a qualidade de vida física e mental, e consequentemente, melhorar o engajamento deles.

Um colégio particular ensino médio, por exemplo, pode criar um programa de promoção de qualidade de vida, que ajude seus colaboradores por meio de alguns pilares, como saúde social e intelectual.

Também pode ser voltado para a saúde financeira, física, emocional, profissional e espiritual. 

O programa pode estabelecer parcerias com outras empresas, como academias, restaurantes, salões de beleza, dentre muitas outras opções.

Uma ótima estratégia, para evitar o BANI, é fazer parcerias com clínicas e profissionais de psicologia, para que os colaboradores que precisarem, possam ter acesso a terapias e acompanhamentos psicológicos.

Não existe uma fórmula que possa ser adotada por qualquer tipo de corporação, visto que cada uma, desde um restaurante que ofereça kit lanchinho para festa infantil até uma loja de pet shop, deve optar por aquela que se adéque a sua necessidade.

O foco é garantir a qualidade de vida dos colaboradores, sem prejudicar os resultados da organização.

Para isso, a companhia deve conhecer e compreender seus funcionários e oferecer uma solução personalizada, para que eles se sintam importantes.

Por que a gestão deve se atentar?

Lidar com pessoas é totalmente diferente de lidar com máquinas, mas a qualidade de vida dentro da organização não é responsabilidade apenas dela, mas também dos próprios colaboradores, transformando suas ações.

O gestor de uma fabricante de anzol triplo ou qualquer outra empresa deve estar atento para que o ambiente seja sempre agradável e favorável, e que o clima de colaboração e cooperação melhore o desempenho das atividades.

Evitar o BANI envolve observar o comportamento dos funcionários, para identificar aquele que exige um ambiente favorável, mas não colabora para que ele exista.

É o que chamamos de relação ganha-ganha, e pequenas correções no dia a dia, que não exigem altos investimentos, podem resultar em grandes saltos, que aumentam a satisfação do funcionário e os resultados da empresa.

Além disso, a qualidade de vida e a ausência de problemas psicológicos e emocionais nos colaboradores de uma companhia, como no caso de uma empresa que faz manutenção hospitalar preditiva, atraem a atenção dos clientes.

O consumidor moderno tende a dar preferência para marcas que valorizam seus colaboradores, e que se comportam de maneira mais humanizada e empática.

A qualidade de vida corporativa não diz respeito apenas à produtividade, mas também às condições físicas e mentais dos colaboradores e gestores.

Para evitar ou até mesmo identificar o BANI, os gestores precisam estar atentos a alguns sinais, como absenteísmo e sinistralidade, que indicam presença de estresse e são um alerta para a saúde dos funcionários.

Os profissionais passam cada vez mais tempo em seu espaço de trabalho, o que gera mais custos com a saúde deles para as organizações.

Portanto, muitas corporações perceberam que o bem-estar está relacionado ao absenteísmo, quando ele falta ao trabalho; e ao presenteísmo, que é quando ele não tem sua saúde afetada, mas também não produz como deveria.

O gestor atento a todos esses aspectos e investindo em ações de melhoria, consegue evitar as consequências do BANI, que podem ser desastrosas para os profissionais e para os resultados da empresa.

Conclusão

O mundo evoluiu muito, mas assim como temos recursos modernos, também temos problemas modernos.

São situações novas, mas que precisam ser trabalhadas, para garantir o bem-estar dos colaboradores e a continuidade da empresa.

O BANI é uma condição presente no mundo todo, então, precisamos nos ajustar a ele e evitar os impactos que pode causar. E a união entre empresa e profissionais é o primeiro passo.   

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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