Desmistificando a inovação

Inovar não é, necessariamente, uma demanda nova das empresas. E, ainda assim, esbarramos em muitas crenças e fatores que limitam o processo de inovação dentro de uma companhia. Alguns exemplos são: baixa confiança ou falta de conhecimento sobre novas tecnologias, apego a processos defasados ou poucos competidores no mercado. A pergunta mais frequente no mercado […]

Escrito por Laís Alves | 22.07.2020

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Inovar não é, necessariamente, uma demanda nova das empresas. E, ainda assim, esbarramos em muitas crenças e fatores que limitam o processo de inovação dentro de uma companhia. Alguns exemplos são: baixa confiança ou falta de conhecimento sobre novas tecnologias, apego a processos defasados ou poucos competidores no mercado.
A pergunta mais frequente no mercado é: como posso manter meu negócio relevante e inovador num cenário cada vez mais desafiador?

Inovação começa pela cultura

A ideia de que inovação tem a ver com novas tecnologias está gravada em nossos cérebros desde a primeira revolução industrial, quando as máquinas a vapor passaram a fazer parte do processo textil. Mas as tecnologias por si só não são responsáveis por nada. É preciso que a cultura da empresa tenha espaço para experimentação e teste com novas tecnologias para que a inovação aconteça por meios tecnológicos. Afinal, inovar nada mais é que ajustar um processo para que ele tenha menos falhas, dispersões ou repetições humanas. Uma cultura aberta para inovação foca em abraçar riscos e aprender com erros.

Inovar não é necessariamente fazer diferente do seus concorrentes

Outro conceito arraigado em nossas mentes e que não descreve 100% o processo contínuo de inovar é: sempre ter algo que o diferencie de seu concorrente. Embora seja muito importante para a competitividade de negócios que seus produtos e serviços tenham algum diferencial em relação ao que seus concorrentes ofertam, isso não se reflete na condução do negócio. Se os concorrentes otimizaram algum processo ou adotaram um novo formato para a condução de seus negócios, é importante avaliar o quanto se pode aprender com os erros que eles comenteram nessa transição e verificar a aplicabilidade dos acertos.

Inovação é sobre colocar coisas em prática

Vou voltar na questão da cultura aqui nesse ponto. Quantas empresas estavam, pleno ano de 2020, engatinhando em processos de trabalho remoto? Muitas organizações já estabelecidas e líderes de seus mercados não tinham uma política clara de home office. E, com a pandemia, a maioria dos negócios precisou migrar massivamente para o trabalho em home office e para novas formas de conduzir os negócios. Isso só deixou claro que sempre foi tecnologicamente possível adotar culturas mais flexíveis sobre o local de trabalho, mas haviam processos e crenças que impediam essa adoção. O mesmo acontece com outros projetos que ficam em standby ou são tocados em velocidade não condizente com a velocidade que o mercado exige.

Não existe comando e controle em culturas de inovação

As lideranças precisam se adaptar para garantir que a inovação aconteça dentro de uma organização. E isso significa adotar processos mais colaborativos, horizontalizar hierarquias e realizar muitos testes – com seus acertos e erros. Quem não quer correr riscos dificilmente inova.

Feedback e aprimoramento constante são o ponto central da inovação

Um dos principais pontos de inovação em negócios é ouvir os feedbacks e atuar sobre eles. Seja como profissional, buscando formas de capacitação, seja no produto, adotando as sugestões de seus parceiros e clientes. E esse é um processo perene e infinito se você não quer que seu negócio seja substituido por uma startup que correu mais riscos.
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